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25/03/2009 - 15:37 - PASTORAL DA AIDS

1.    Justificativa

 

“Passou também um samaritano ... aproximou-se , viu e teve compaixão...”(Lc 10,25-37). Comprometidas com o Projeto de Jesus Cristo: “Defender e promover a Vida”. O paradigma da parábola contada por Jesus ao “doutor da lei”, um daqueles entendidos de religião, serve também para orientar quem deseja se colocar a serviço dos que padecem por causa da doença.

De lado, há uma proposta de leitura muito comum e aceita por todos que é procurar seguir a sugestão de Jesus Cristo no final do relato: “Vá e faça a mesma coisa...”

 

Logo, os cristãos se sentiram no dever de levantar aqueles que encontravam caídos à beira do caminho.Todos sentem-se  acusados nas pessoas do escriba e do sacerdote da parábola, que “viram e passaram adiante”, não se aproximando do caído. Todos se sentem  motivados a assumir o papel do samaritano que “viu e teve compaixão”.Por isso, aproximou-se, cuidou de suas feridas e pagou para que fosse bem atendido até seu restabelecimento completo. Esta é a interpretação mais tranquila da parábola.

 

Mas há também uma leitura  que propõe que é preciso tornar-se “caído”. Ou, seja, Jesus convida a assumir o lugar do caído, pois só pode tornar-se próximo de alguém aquele que precisa .Somente quem experimenta na pele a dor do abandono, da marginalização pode deixar  que se aproxime alguém que está fora do sistema , dos padrões estabelecidos. É preciso saber-se caído, pobre, para entender em sintonia com quem está a margem do caminho.

 

Há uma inversão. Pois na realidade, quem está caído é  um judeu, alguém que está  caído é um judeu, alguém que está dentro do sistema, em dia com a religião...Ele é o caído . Á beira da estrada ele se torna um fora da lei, um marginalizado, um necessitado. Quem está  fora  do sistema . Está identificação  entre os que colocam fora do sistema . Esta identificação  entre os que colocam no sistema . Esta identificado  que se dá a partir  do olhar , do encontro com o outro , é capaz de gerar solidariedade

 

Desta maneira, reconhecer-se limitado, imperfeito, necessitado é um modo de abrir-se à solidariedade e permitir a convivência, a solidariedade e a manifestação recíproca de compaixão.

 

2.    Objetivo

 

Ser um serviço de acolhida e solidariedade e esperança as pessoas que vivem com hiv e aids sem preconceito, fazendo também trabalho de prevenção pela conscientização dos valores evangélicos, sendo presença misericordiosa.

  1. Diretrizes

A implantação da Pastoral da Aids, trás no bojo de sua fundamentação, além das diretrizes da Igreja a seguir apresentadas, a certeza de que conhecer Jesus Cristo é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber e Tê-lo encontrado é o que de melhor pode ocorrer em sua vida.

As diretrizes da Igreja são:

¨       “A Igreja faz a opção pela vida”.  (Doc. n° 87 CNBB n° 142).

¨       “No rosto de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, maltratado por nossos pecados e glorificado pelo Pai, nesse rosto doente e glorioso, com o olhar da fé podemos ver o rosto humilhado de tantos homens e mulheres de nossos povos e, ao mesmo tempo, sua vocação a liberdade dos filhos de Deus, à plena realização de sua dignidade pessoal e à fraternidade entre todos. A Igreja esta a serviço de todos os seres humanos, filhos e filhas de Deus”. ( Doc. Aparecida n° 32)

¨      “Em nossos dias, assistimos ao surgimento de novos rostos sofredores... É preciso assumir atitudes, não apenas em nível do anuncio do imprescindível valor da vida, mas também através de praticas que ajudem a vida a florescer e se manter”. (Doc. n° 87 CNBB n° 143).

¨       “A assistência precisa ser marcada pelo acolhimento sem preconceitos e discriminação, bem como pela defesa dos direitos das pessoas infectadas”. (Doc. n° 87 CNBB n° 144).

¨      “A Pastoral da Aids se realiza em cinco direções: prevenção, intervenção, recuperação, ressocialização. Acompanhamento e apoio das políticas governamentais para combater esta pandemia. A prevenção baseada em critérios éticos e cristãos deve implementar a informação, promover a educação e levar a assumir atitudes responsáveis diante da epidemia”. (Doc. n° 87 CNBB n° 144).

¨      “Tornar visível o amor misericordioso do Pai” (Doc Aparecida nº 147)

 

4. Atividades Permanentes

¨       Reuniões periódicas nas Arqui/dioceses.

¨       Planejamento, articulação, avaliação e encaminhamentos.

¨       Ajuda e acompanhamento na formação e organização nas Arqui / dioceses.

¨       Realização de encontros e seminários em nível de Diocese, de Província e do Regional.

¨       Visitas e acompanhamento  hospitalares e domiciliares.

¨       Celebração pelo dia mundial de luta contra a aids dia 1/ de dezembro

¨       Celebração da vigília pelos mortos da Aids no 3° domingo de maio.

¨       Participação nas assembléias diocesanas e do regional do povo de Deus.

¨       Projeto “se eles soubessem! (Jo 4;10)  ” visita da equipe nas Arqui/dioceses com um ônibus itinerante.

¨       Participação em estancais de controle social (Conselhos, comissões, conferencias, fóruns ).

¨       Apoio as ongs  que estão ligadas a Igreja.

¨       Ações de dialogo inter religioso sobre as questões de Dst/Hiv e Aids.

 

  1. Organização

¨       Representante Episcopal: Dom João Mamede Filho

¨      Coordenadora: Nair Caetano de OLiveira Thomazini

Inserida por: Dominique
Fonte:  CNBB - Regional Sul II
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