CNBB Sul 2
CNBB Sul 2 Boletim Informativo
Cadastre seu email:  Cadastre seu e-mail
CNBB Sul 2
 
 
18/07/2006 - 10:56 - Integração do Movimento Serra com a Pastoral Vocacional

Integração do Movimento Serra com a Pastoral Vocacional

 

 

Pe. Carlos Alberto Chiquim

1. Introdução
O membro do Movimento Serra é uma pessoa totalmente voltada para o amor à Igreja e às vocações de especial consagração. Ser Serra é uma identidade e uma missão. É, portanto, um ministério ou serviço na comunidade. Sua missão deriva da vocação fundamental de todo ser humano: chamado à vida, a desenvolver plenamente seus dons e potencialidades. É o chamado universal à santidade. O Serra pode ser qualquer pessoa: leiga, religiosa ou sacerdote. Neste tema vamos tratar especificamente do membro do Serra leigo ou leiga, cuja vocação é levar a riqueza de Cristo a todos os segmentos da sociedade: trabalho, família, escola, lazer e outros,

tendo presente a vida, a simplicidade, a generosidade e o sim de Maria em todos os momentos da vida. Em primeiro lugar veremos a missão do Serra na Igreja e no mundo e, depois, sua integração com a Animação Vocacional. Minha reflexão procurará ser muito simples e prática. Visa ser um instrumento para aqueles que querem fazer cumprir o objetivo central do Movimento Serra no Brasil: trabalhar em prol das vocações, integrados no Serviço de Animação Vocacional da Igreja, seguindo as definições da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

2. Ser Santos! Esta é a missão de todo batizado.
2.1 Santificação pessoal
Ser Santos é a máxima comum á todo batizado, a todo membro de pastoral, Movimento ou Associação na Igreja. Está na essência da vocação fundamental da pessoa humana: o chamado universal à santidade. A oração diária, a participação assídua nas atividades do Movimento e o cumprimento diário da missão pessoal são as chaves da santificação de cada um. Em síntese:

• Escutar assiduamente a Palavra de Deus;
• Reservar, todos os dias, o tempo necessário para um verdadeiro encontro com o Senhor através da oração e meditação;
• Encontrar a cada dia, tempo para oração em família.
• Dedicar, cada mês, o tempo necessário para um verdadeiro diálogo conjugal e com os filhos, sob o olhar do Senhor;
• Definir um compromisso comum com a comunidade ou com os pobres;
• Reservar cada ano um tempo para se colocar diante do Senhor, - se possível em casal – num retiro que nos permita refletir sobre nossa vida e organizá-la, na Sua presença.
• Procurar viver plenamente a cada momento sua vida, sua vocação e sua missão. Em síntese: procurar intensamente ser feliz naquilo que está fazendo.

2.2 Oração e apoio aos sacerdotes e seminaristas:
Esta é a grande meta do Movimento Serra e é por causa dela que foi fundado. Rezar pelas vocações e apoiar todas as iniciativas daqueles que são os pastores e guias do Povo de Deus.

2.3 – Procurar cumprir as diretrizes e prioridades do Movimento:
Diretrizes:
a) Proporcionar momentos de oração e reflexão da Palavra de Deus, pela presença de Maria, Rainha e Mãe dos vocacionados no coração da família.
b) Buscar um elemento de união na família, pela participação nos sacramentos e pela Palavra de Deus.
c) Manter constantemente as orações pelas vocações sacerdotais e religiosas.

Prioridades:
a) Santificação de seus membros.
b) Rezar e apoiar as vocações.
c) Promover encontros de formação.
d) Harmonizar-se com os projetos de evangelização da Igreja no Brasil.

2.4 – Promoção das Vocações de especial consagração:
Ajudar no despertar de novas vocações sacerdotais e religiosas na comunidade, através da oração e promoção vocacional.

2.5 – Sentimento profundo de pertença à Igreja:
a) Tomar consciência de que eu sou Igreja, faço parte e pertenço à ela, por isso a amo e sigo suas orientações. Minha comunidade é a extensão de minha família;
b) Ter sempre presente que membros da Igreja, não são somente padres e bispos e sim todos os cristãos batizados: leigos, diáconos, padres, bispos, religiosos(as).
c) Analisar com senso crítico quando ouço alguma acusação referente à Igreja;
d) Estar sempre integrado numa comunidade paroquial, mesmo que pertenço a um grupo ou movimento específico;
e) Dedicar-se de corpo e alma à missão do Movimento;
f) Oferecer apoio e compreensão àqueles irmãos que ofereceram toda as suas vidas pela causa do Evangelho: sacerdotes, bispos, religiosos, religiosas e leigos consagrados. Talvez as falhas aconteçam, porque eles não têm suficiente apoio da maioria de seus irmãos: os leigos;
g) Dar o máximo de si para encontrar e formar aqueles que serão os sacerdotes, religiosos e bispos de amanhã.

2.6 – Integração na Paróquia e na Diocese.
O Movimento Serra deve estar profundamente ligado e integrado de maneira eficaz na Vida da Diocese. Embora o Serra tenha sua identidade própria, ele não pode agir isoladamente.
Cada Serra necessita adaptar-se quanto ao seu agir pastoral, na sua realidade paroquial e

diocesana.

3. Pistas e estratégias para a animação Vocacional
Quanto à equipe vocacional:
• Procurar o coordenador e colocar-se à disposição
• Participar das reuniões
• Identificar um campo de atuação e participar das atividades: o que nosso grupo poderá fazer?
• Estar atentos para poder potencializar ajuda financeira ou de equipamentos para as necessidades das casas de formação.

Quanto ao despertar vocacional:
É tarefa de todo batizado despertar no coração das crianças, adolescentes e jovens o desejo de colocar sua vida à disposição dos outros. Não podemos deixar a responsabilidade de encontrar vocacionados e vocacionadas somente a uma equipe vocacional. Devemos fazer um verdadeiro mutirão vocacional. Como?
Cada um no seu lugar: professor, catequista, pai, mãe, padre, religiosa, profissional liberal. Não importa qual é a nossa função. Devemos ter olhos clínicos e fazer a proposta vocacional. João Paulo II diz: Não tenhais medo de chamar.

Algumas pistas no relacionamento com os jovens:
• Encontrar o jovem no ambiente que está.
- conhecendo o jovem nas suas dimensões: Psicológica, sociológica e biológica;
- escutando o jovem, sem preconceito, na sua realidade;
- promovendo a integração e lazer (jogos, festas, shows);
- visitando pessoas, entidades carentes, etc.
• Despertar no jovem a se comprometer com a comunidade.
• Manter contato com o jovem e sua família, respeitando suas aspirações, seu jeito de ser e expressar.
- participar da atividade do jovem,
- dispor dos meios que possuirmos (espaço físico, para que os jovens possam participar do meio de nossas atividades).
• Semanas vocacionais, encontros, shows, gincanas, boletim informativo, prospectos, MCS, missas, retiros...
• Visitas à família, do jovem à casa de formação, estágios vocacionais.
• Visitas á famílias; reuniões palestras, distribuição de subsídios.
• Escutar o jovem, respeitar sua dor, desilusões, bloqueios; ajudando-os no seu processo de libertação, como sujeito de sua história.
• Cativar e ser cativado (confiança).
• Estar com; participar com os jovens.
• Perceber suas características.
• conhecer o ambiente do jovem vocacionado.
• inculturação do ambiente.
• conhecer os diferentes carismas destes jovens.
• Orientar o jovem na escolha de sua vocação através de:
- diálogo, fazendo encontros, estudos discernimento.
• Formação de grupos de música, festivais, gincanas, dança, teatro, retiros para jovens, favorecendo que este jovem expresse seu ser.
• Proporcionar por parte de assessor dinâmicas de partilha, dinâmica de diálogo, dinâmica de entre ajuda.
• Proporcionar momentos fortes de: lazer, estudos, reflexões, gincanas, dias de convivência, partilha, oração e valorização de suas potencialidades.
• Despertar o engajamento na comunidade; Integrá-lo a um grupo.
• Estar aberto para aprender com o jovem, em seu ambiente.

Quanto aos sinais vocacionais
Sinais existenciais : - Um vocacionado deve manifestar pelo modo de ser que existe nele um processo inicial de crescimento;
1- Na dimensão humana(VF): aceitação de si e dos outros; senso de responsabilidade; posicionamento crítico diante da realidade; suficiente integração da afetividade e da sexualidade; bom uso da agressividade; capacidade de interiorização...

2 - Na dimensão Cristã (VF):
a) Vivência espiritual: amor pessoal a Jesus, à Eucaristia, à Nossa Senhora, à oração; valorização da Palavra, pessoal e comunitariamente; orientação espiritual...
b) Testemunho de vida: busca de coerência entre vida e vocação; comportamento adequado ao tipo de vida que quer assumir; responsabilidade nos compromissos do dia-dia: estudo, trabalho, atividades; desejo do “mais” em tudo...

c) Engajamento apostólico: estar comprometido com uma atividade pastoral concreta, na comunidade; servir; amor à Igreja, aos Pastores e tendo uma dedicação especial pelos mais pobres, assumindo os riscos que isso comporta; alegria na doação; capacidade de reflexão e de revisão...

3 - Na dimensão vocacional específica(VE);suficiente certeza interior do chamado para vocação. Alguns sinais:
• Atração pela vocação desejada;
• Interesse sincero e constante por ela;
• Clareza, segurança e alegria diante dela;
• Força em superar as dificuldades e os desafios na sua realização; família, trabalho, estudos, bens, apegos, críticas, discriminação, tentação...
• Satisfação global por estar a pessoa acertando na escolha, apesar de dificuldades previstas ou já experimentadas.
obs:
• É necessário que haja a presença simultânea da maioria destes sinais - pelo menos de maneira incipiente - para ter clareza de uma vocação autêntica, em processo de crescimento.
• Estes sinais podem co-existir com fraquezas e limitações. O vocacionado, porém, é sempre alguém que deseja o “mais” e nunca é uma pessoa acomodada.
• Prestar sobretudo atenção aos sinais da dimensão específica por que eles definem existencialmente o chamado pessoal: vocação laical, sacerdotal, religiosa, missionária.

Sinais que costumam estar presentes no vocacionado.
1- Sensibilidade diante das necessidades e sofrimentos dos outros. Abertura e disponibilidade para servir os empobrecidos e marginalizados. Amor à justiça.
2- Empenho em descobrir e encontrar o sentido profundo da vida, do trabalho e do amor.
3- Criatividade nos relacionamentos interpessoais, na vida, no apostolado.
4- Firmeza nas convicções e nas decisões. Saber dizer sim ou não, quando for necessário, para ser fiel aos valores evangélicos.
5- Liderança para criar comunidade, animando, apoiando, responsabilidade. O líder busca sempre o que é importante para a comunidade e valoriza os talentos de cada um.
6- Idealismo, desejando ir além do presente e do que se vê. Cultivar ideais capazes de suscitar gestos corajosos em favor dos outros. Sonhar com dias melhores. Ter vontade de anunciar e testemunhar os valores do Evangelho.
7- Experiência espiritual como descoberta existencial de Deus pai que nos ama; grande afeição ao Senhor Jesus; abertura ao Espírito; amor e confiança em Nossa Senhora.
8- Alegria – condição essencial para alguém que quer doar-se aos outros.

c) - Condições Gerais
• saúde física e psíquica: ausência de problemas graves;
• desenvolvimento intelectual: rendimento escolar;
• idoneidade moral: valores e critérios de comportamento.

*Palestra Congresso Sacerdotal Serra
Integração da Comunidade Serra com a Pastoral Vocacional.

 

 

 

 

 

 

Inserida por:
Fonte:  cnbb
Imprimir   enviar para um amigo
voltar
A ESPIRITUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Fator de proteção
Relacionar dois temas como espiritualidade e adolescência é uma tarefa desafiadora, pois, apesar da grande literatura sobre cada um dos temas, ainda falta consenso nos estudos, quando eles são relacionados
 
Turismo Religioso Sustentável
Não há como não se encantar diante da beleza de um templo sagrado ou se comover com as mais variadas manifestações religiosas existentes em nosso meio.
 
Festa da Luz – Paz e Luz para Curitiba
Em síntese, a Festa da Luz – Paz e Luz para Curitiba quer ser um espaço para inúmeras ações nos âmbitos da cultura, educação, meio ambiente, social e na Segurança Pública, da garantindo uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes.
 
O resgate do sagrado feminino
Como podemos notar a imagem que se faz de Deus condiciona todo um contexto cultural e traz conseqüências para a vida social
 
Assembléia do Episcopado Paranaense
O ano de 2008 é jubilar para a Diocese de Palmas. Em 14 de janeiro de 1958 ela foi criada diocese e, em 1987, o Papa João Paulo II criou a concatedral de Francisco Beltrão. Hoje, portanto, é conhecida como diocese de Palmas-Francisco Beltrão...
 
A fé e as obras
A fé é acreditar em algo com todas as forças e com todo coração. É entregar-se de corpo e alma a uma causa...
 
A explosão em Paranaguá e o Santuário do Rocio
A explosão aconteceu quando o número de romeiros era pequeno, pois havia acabado a procissão até a Catedral...
 
Programa Rede Solidária - Inclusão digital, educacional, cultural e social
O Programa Rede Solidária é uma ampla ação iniciada há 02 anos no Estado do Paraná, com o apoio e acompanhamento do Regional Sul II da CNBB.
 
Os símbolos do Espírito Santo
Antigamente, quando os comerciantes gregos faziam um contrato, os dois pegavam um bastão e quebravam no meio, levando cada um uma parte para casa.
 
Assistente Eclesiástico do Movimento Serra
...Retrato do padre...
 
Cultura Vocacional
Ao falarmos de Cultura nos referimos ao conjunto dos conhecimentos adquiridos: a instrução, o saber; o conjunto das estruturas sociais, religiosas; das manifestações intelectuais e artísticas que formam a sociedade.
 
O livro de Jó
O livro de Jó faz parte da literatura sapiencial do Povo de Israel, porém, a exaltação à sabedoria está presente em todo antigo oriente.
 
Superação da Miséria e da Fome
Um dos maiores desafios da humanidade é a erradicação da miséria e da fome. Um bilhão e duzentas milhões de pessoas vivem...
 

Login:
Senha:
 
 
 
 
Login:
Senha:
 
 
 
 
   
WV Desenvolvimento e Hospedagem